5- PARIS NÃO ACABA NUNCA (Record) - Betty Milan
Charmoso e elegante, como deve ser um livro sobre a Cidade Luz, reúne crônicas escritas por uma brasileira que mora na capital francesa, e a conhece profundamente.
6- PARIS É UMA FESTA (Bertrand Brasil) - Ernest Hemingway
Retrata os anos desvairados em que viveu na cidade durante a década de 20, quando conviveu com figuras do calibre de James Joyce, Gerturde Stein e Ezra Pound.
7- UM ANO NA PROVENCE (Rocco) - Peter Mayle
Misto de livro de viagens, reportagem e romance, narra o momento em que o autor troca Londres pelo sul da França. Mayle tem outras obras passadas na região, como ToujoursProvence e Hotel Pastis.
8- MORTE EM VENEZA (Nova Fronteira) - Thomas Mann
Narra o deslumbramento de um escritor cinquentão pela beleza apolínea de um menino polonês, e recupera a atmosfera apaixonante de um verão em Veneza.
Oh, well. Fico imaginando viajar o mundo inteiro - a energia, nem tanto o dinheiro necessário (não que eu o possua). Conheci uns brasileiros, jovens, naturalmente, em Bruxelas, que estavam fazendo o famoso 'mochilão' no albergue onde me hospedei. Loucos, dezenas de cidades corridas, por cerca de 1 mês, à exceção de 1 pessoa, que estava programada para ficar mais um tempo, para estudar. Ou seja, a questão nem é tanto o dinheiro (desde q se esteja preparada para apertar o cinto (bom para fazer regime...) e enfrentar desconfortos. Mas é cansativo mesmo. Vale a pena? Outro português: tudo vale a pena, se a alma não é pequena. Um defeito que temos. Nossa alma parece que vai encolhendo. Uma das razões é a ganância. Outra é a falta de ética. Outra ainda é a falta de caráter. Alguns diriam que o homem é naturalmente bom e se corrompe. Hum. A debater.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
A volta ao mundo em 80 livros
Fonte: Revista Próxima Viagem
1- VIAGEM A PORTUGAL (Companhia das Letras) - José Saramago
"Dê mínimos ouvidos à facilidade dos itinerários cômodos e de rasto pisado, aceite enganar-se na estrada e voltar atrás".
2- OS MAIAS (Ateliê Editorial) - Eça de Queiroz
Ambientado no século 19, acompanha os passos de uma família nas altas rodas de Lisboa e Sintra.
3- POR QUEM OS DINOS DOBRAM (Bertrand Brasil) - Ernest Hemingway
Narra o amor de um americano e uma espanhola na frente de batalha (guerra civil espanhola 1936-39).
4- O FLÂNEUR: UM PASSEIO PELOS PARADOXOS DE PARIS (Companhia das Letras) - Edmund White
A palavra flâneur, usada para designar quem caminha sem pressa por uma cidade, parece ter sido inventada para Paris.
Por esses dias uma amiga me falou de uma "oferta" de uma agência de viagens - 5 dias em Paris, ou algo parecido, por um preço razoável. O que não se leva em conta na propaganda é que os tais 5 dias incluem o dia de ida e o dia de volta, ou seja, o tempo q vc gasta viajando, o q ñ é pouca coisa. Fora o jet-lag. Bom. Eu diria que é má-fé. Mas tem pessoas que se acham totalmente incapazes de botar os pés pra fora do país pq ñ falam outra língua q ñ o português. Dificulta, mas ñ impossibilita. E eu sempre achei q viajar com guia amarra.
Fernando Pessoa (ou alguém antes dele, li outro dia e não sei quem é) dizia que navegar não é preciso. Viajar não é preciso. Sim, há todas as questões práticas - documentos, dinheiro, hotel, alfândega... vencidos todos esses obstáculos assustadores (como são rudes os oficiais de Chicago!), é se soltar. Saramago está certo, aceitar enganar-se na estrada e voltar atrás é essencial para não enlouquecer. Viajar é sonhar. Antes, durante e depois. E o bom é torcer para retornar. E se não puder, ler, porque viajar dessa forma é viajar com a alma. Tem mais.
1- VIAGEM A PORTUGAL (Companhia das Letras) - José Saramago
"Dê mínimos ouvidos à facilidade dos itinerários cômodos e de rasto pisado, aceite enganar-se na estrada e voltar atrás".
2- OS MAIAS (Ateliê Editorial) - Eça de Queiroz
Ambientado no século 19, acompanha os passos de uma família nas altas rodas de Lisboa e Sintra.
3- POR QUEM OS DINOS DOBRAM (Bertrand Brasil) - Ernest Hemingway
Narra o amor de um americano e uma espanhola na frente de batalha (guerra civil espanhola 1936-39).
4- O FLÂNEUR: UM PASSEIO PELOS PARADOXOS DE PARIS (Companhia das Letras) - Edmund White
A palavra flâneur, usada para designar quem caminha sem pressa por uma cidade, parece ter sido inventada para Paris.
Por esses dias uma amiga me falou de uma "oferta" de uma agência de viagens - 5 dias em Paris, ou algo parecido, por um preço razoável. O que não se leva em conta na propaganda é que os tais 5 dias incluem o dia de ida e o dia de volta, ou seja, o tempo q vc gasta viajando, o q ñ é pouca coisa. Fora o jet-lag. Bom. Eu diria que é má-fé. Mas tem pessoas que se acham totalmente incapazes de botar os pés pra fora do país pq ñ falam outra língua q ñ o português. Dificulta, mas ñ impossibilita. E eu sempre achei q viajar com guia amarra.
Fernando Pessoa (ou alguém antes dele, li outro dia e não sei quem é) dizia que navegar não é preciso. Viajar não é preciso. Sim, há todas as questões práticas - documentos, dinheiro, hotel, alfândega... vencidos todos esses obstáculos assustadores (como são rudes os oficiais de Chicago!), é se soltar. Saramago está certo, aceitar enganar-se na estrada e voltar atrás é essencial para não enlouquecer. Viajar é sonhar. Antes, durante e depois. E o bom é torcer para retornar. E se não puder, ler, porque viajar dessa forma é viajar com a alma. Tem mais.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Até que enfim
Qui, 30 Abr, 08h27
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou hoje a Lei de Imprensa, uma das últimas legislações do tempo da ditadura que continuavam em vigor. Num julgamento histórico, 7 dos 11 ministros da Corte decidiram tornar sem efeitos a totalidade da lei ao concluírem que ela, editada em 1967, era incompatível com a democracia e com a atual Constituição Federal. Eles consideraram que a Lei de Imprensa era inconstitucional. Alvíssaras!
terça-feira, 21 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Tolos e Sábios
Aquele que nunca passou por tolo neste mundo não pode ser sábio
Perguntaram ao rabino Zalman: "Como se consegue ter bom senso?" Ele respondeu: "Através da experiência." Perguntaram: "E como se consegue experiência?" Respondeu: "Através do mau senso." Como se obtém o bom senso, então? Através de "maus sensos", pois com eles aprendemos. Aquele que não for tolo não pode adquirir sapiência. Na verdade, um sábio é aquele que teve a maior quantidade de oportunidades na vida de ser tolo em diferentes situações. Quem é tolo? É aquele que foi mais vezes tolo no menor número de diferentes situações. Porque o sábio passa por tolo para não mais passar. Perder e errar são condições fundamentais do sucesso quando se é capaz de entender por que se perde e por que se erra.
Do Rabino Nilton Bonder
Perguntaram ao rabino Zalman: "Como se consegue ter bom senso?" Ele respondeu: "Através da experiência." Perguntaram: "E como se consegue experiência?" Respondeu: "Através do mau senso." Como se obtém o bom senso, então? Através de "maus sensos", pois com eles aprendemos. Aquele que não for tolo não pode adquirir sapiência. Na verdade, um sábio é aquele que teve a maior quantidade de oportunidades na vida de ser tolo em diferentes situações. Quem é tolo? É aquele que foi mais vezes tolo no menor número de diferentes situações. Porque o sábio passa por tolo para não mais passar. Perder e errar são condições fundamentais do sucesso quando se é capaz de entender por que se perde e por que se erra.
Do Rabino Nilton Bonder
quarta-feira, 25 de março de 2009
A hora do planeta está chegando
Literal e figurativamente. No mundo inteiro está se fazendo a campanha para se apagarem as luzes por 1 hora no dia 28 de março, a partir das 20:30. Estou divulgando, por e-mail, em casa e no trabalho, no Twitter, no Facebook, no Orkut, aqui... O planeta também está em crise - embora as pessoas estejam falando mais do aspecto econômico. Parece que se os banqueiros e os empresários tivessem continuado a ganhar dinheiro no "mercado", tudo continuaria muito bem, obrigada.
No Rio de Janeiro, enquanto isso, em plena Copacabana, cidade tornada famosa no mundo inteiro, traficantes agem na cara da polícia e disputam morros onde possam controlar seus negócios. A culpa, segundo o secretário de polícia, é do usuário. Não é do traficante, não é da polícia, nem da justiça, dos fazedores de lei, do estado, ou dos responsáveis pela educação que vem descendo ladeira abaixo desde a ditadura, nem de quem não permite o controle da natalidade. É só do usuário da droga.
É como o desmatamento, ou a questão do lixo, da água: a culpa é só do indivíduo que joga o lixo onde não deve. Não é da indústria que polui, ou dos governos que não instituem políticas de sustentabilidade, ou do legislativo que só tem compromisso com os respectivos lobbies, nem dos fiscais que nada fiscalizam.
A hora do planeta está chegando. Esperemos que nossos filhos tenham alguma chance.

No Rio de Janeiro, enquanto isso, em plena Copacabana, cidade tornada famosa no mundo inteiro, traficantes agem na cara da polícia e disputam morros onde possam controlar seus negócios. A culpa, segundo o secretário de polícia, é do usuário. Não é do traficante, não é da polícia, nem da justiça, dos fazedores de lei, do estado, ou dos responsáveis pela educação que vem descendo ladeira abaixo desde a ditadura, nem de quem não permite o controle da natalidade. É só do usuário da droga.
É como o desmatamento, ou a questão do lixo, da água: a culpa é só do indivíduo que joga o lixo onde não deve. Não é da indústria que polui, ou dos governos que não instituem políticas de sustentabilidade, ou do legislativo que só tem compromisso com os respectivos lobbies, nem dos fiscais que nada fiscalizam.
A hora do planeta está chegando. Esperemos que nossos filhos tenham alguma chance.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Passagem
Vivo minha vida em crescentes órbitas
que se deslocam sobre as coisas do mundo.
Talvez eu nunca alcance a última,
mas esta será a minha tentativa.
Circulo ao redor de Deus, ao redor da antiga torre,
e venho circulando há mil anos,
e ainda não sei se sou um falcão, ou uma tempestade,
ou uma grande canção.
Selected Poems of Rainer Maria Rilke, p. 13, in A Passagem do Meio, James Hollis, ed. Paulus
que se deslocam sobre as coisas do mundo.
Talvez eu nunca alcance a última,
mas esta será a minha tentativa.
Circulo ao redor de Deus, ao redor da antiga torre,
e venho circulando há mil anos,
e ainda não sei se sou um falcão, ou uma tempestade,
ou uma grande canção.
Selected Poems of Rainer Maria Rilke, p. 13, in A Passagem do Meio, James Hollis, ed. Paulus
Assinar:
Postagens (Atom)
Clarice: escrever é o mesmo processo do ato de sonhar: vão-se formando imagens, cores, atos, e sobretudo uma atmosfera de sonho que parece u...
-
Clarice: escrever é o mesmo processo do ato de sonhar: vão-se formando imagens, cores, atos, e sobretudo uma atmosfera de sonho que parece u...
-
Gavião-de-telha descansando na National Gallery, Londres - acervo Estava eu tentando elaborar um roteiro de lugares interessantes para ...
-
Tem gente que tem raízes. Tem gente que tem asas. De uma ponta a outra vale tudo. Quer dizer, a pessoa que por uma razão ou outra se divide ...