sábado, 13 de junho de 2009

Why I travel?

Carina Perry, a 35-year-old bookkeeper from Galway, Ireland. “I’m a bit of a running-away-from-reality person.
Generally, people think I’m trying to run away from life. I have friends from traveling who are just envious, and then I have friends from home who kind of think I’m crazy. My mom is very nervous about it, but she’s happy for me to be happy doing what I really want.”
As told to Seth Kugel
http://www.nytimes.com/slideshow/2009/06/07/travel/20090607_WHY_slideshow_11.html

Ok, so this is a very good definition for how I feel. As I can't travel all the time like the bookkeeper above, I travel through my books. I'm always in need of a reality check. Alas, reality sucks. Traveling is soooooooo much better! And reading... So much more fascinating... History, architecture... it shows a much better side of humanity, one that allows us to dream of better times, to hope that someday we will be well balanced enough to not destroy ourselves and everything around us.

sábado, 6 de junho de 2009

O MANUAL DA AUTÊNTICA BRUXA

Da editora Best-Seller, a autora se chama Maura. Somente Maura. É italiana. Comprei o livrinho (sem ironias, ele é pequeno, de bolso) há anos e nunca tinha percebido que o original é italiano. Pois bem. Na Idade Média todos seríamos queimados: há anos as forças ocultas deixaram de ser ocultas.

A Igreja Católica deixou de ser a Única. A Igreja Evangélica arrebanha multidões no Brasil. O Islamismo cresce no mundo. Os fundamentalistas continuam de armas na mão e, com seus soldados suicidas, carregando vítimas consigo para sabe-se lá onde.

Coleciono essas preciosidades. Já comprei um desses manuais em Salem (claro - embora a cidade carregue um estigma de bruxaria, a história é mais triste do que mística...). A verdade está por trás do pensamento de cada um - já que não há uma única. Verdade, quero dizer. Estou me fazendo de porta-voz do despretensioso, confessando meu lado simplório, minhas raízes. Quando eu era pequena, minha mãe me levava a rezadeiras. Fui criada na fé católica. Ao mesmo tempo, minha mãe ia a um centro espírita kardecista. Com 12 anos, comecei a ler os livros psicografados de Chico Xavier, por quem me encantei, e abjurei os dogmas católicas. Sempre fui muito apaixonada, radical. Não muito bom, isso. Mas é o que é. Ou o que foi? Esses livros deixaram uma impressão muito forte, talvez forte demais em mim. Mas o sincretismo sempre existiu, as raízes, a mistura do catolicismo, com as rezas, mais o kardecismo.

Li muito, racionalizei muito, depois comecei a estudar parapsicologia e a considerar as bruxas como mulheres perseguidas por sua sabedoria natural. E acho que há mais do que simples "carne". Também sempre fui fascinada pelas mitologias. Monteiro Lobato teve seu papel nisso, assim como os mitos indígenas brasileiros que eu lia na biblioteca de minha escola. Nem sei como eu ainda consigo viver no mundo real... É difícil... chego a ficar com raiva de quem me tira do meu mundo mitológico. Hermes, Hermes, invoco sua ajuda, me oriente nesta encruzilhada!

Mas as dicas são boas:

* Se necessitar de dinheiro (quem não precisa?), coloque na carteira uma malaquita.

* Quer purificar um cômodo de sua casa? Coloque nos cantos saquinhos de algodão branco cheios de sal e essência de limão.

sábado, 30 de maio de 2009

Follow your bliss

19- PRAGA - República Tcheca

1968 é um ano-chave para a capital tcheca, quando ela foi invadida pelos soviéticos. E A insustentável Leveza do Ser (Companhia das Letras), de Milan Kundera, é o livro-chave para entender tudo que aconteceu naquele ano. Entre jogos amorosos e discussões filosóficas 4 personagens testam o peso da vida às vésperas da Primavera de Praga.

20- A sátira Eu Servi o Rei da Inglaterra (Companhia das Letras), de Bohumil Hrabal, são as memórias de um garçom baixinho e ambicioso que vive os principais momentos da história tcheca recente.

Oh, well. Praga. Eu estou afônica há 5 meses. Minha filha me mandou fazer terapia. Eu disse que preferia ir a Praga. Ela disse que eu sou uma praga. Eu ainda prefiro ir a Praga.
Não que eu não seja louca para testar as teorias junguianas em mim. Já li uns 5 livros de terapeutas junguianos nos últimos meses. Sem contar os 'contrabandos' de Joseph Campbell - mitos, símbolos... Como dizia Campbell, follow your bliss. E isso é especialmente importante no meio da vida, fase de transição. Provavelmente, a terapia é inevitável. Mas é longo prazo. Enquanto isso, eu vou viajando, nem que seja literariamente.
Uma observação: sempre fiquei meio em dúvida com relação ao título (traduzido) do livro de Milan Kundera. Um livro delicado, gostei até do filme. Mas o título me deixa confusa.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Boas viagens

17- AMSTERDÃ
Cees Nooteboom é o mais famoso escritor holandês. E Rituais (Nova Fronteira), um de seus livros mais consagrados. O cético Inni Wintrop, morador de Amsterdã, é o protagonista. O tema? A passagem do tempo.

18- TOSCANA
Para ler de uma tacada só? Sob o Sol da Toscana (Rocco). Nele, Frances Mayes, professora americana, poeta e gourmet que trocou a vida urbana pela campestre, relata os anos em sua bela villa italiana e elabora um roteiro turístico que esquadrinha cada pedaço dessa região italiana.

Quando comecei a transcrever esta viagem literária pelo mundo, não imaginei o que seria. Registrar, simplesmente. Só isso já valeria a pena. Primeiro, porque ler já é suficiente, segundo porque viajar é muito bom. Ir de um mundo a outro, é como estar na Enterprise - não que seja ir aonde jamais ninguém sonhou no entendimento comum, mas o fato é que cada viagem é única, até mesmo para o indivíduo que repete o mesmo itinerário. Pois nunca se consegue repetir uma experiência em todas as suas nuances. A cada vez há uma nova sensação, a cada vez é um novo eu que a vive.
Depois, a cada descrição, ou uma lembrança, quando já tinha lido o livro, ou uma surpresa, uma descoberta - às vezes a evocação do lugar por causa de um filme, ou outro livro, citação; ou em outras vezes, a metáfora da trama. Que é o que distingue o que tem qualidade.
Boas viagens...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quente-Frio

15- ANDALUZIA
Quem melhor para traduzir a alma do sul da Espanha que Federico Garcia Lorca? Romancero Gitano (Martins Fontes) é uma coleção de poemas escritos noas naos 20 que buscam inspiração na cultura cigana. Embalados pelo canto ardido do flamenco, os versos contam histórias de amor e de sangue vividas nos vilarejos do interior e nos bairros ciganos de Córdoba, Sevilha e Granada.

16- SUÍÇA
Em A Montanha Mágica (Nova Fronteira), Thomas Mann interna num sanatório nos Alpes Suíços representantes de várias nacionalidades europeias porta-vozes das inúmeras correntes políticas do início do sécluo 20. Uma Europa em busca de unidade.

Bem, poderia haver dois livros mais díspares? Pelo menos no que evocam. Até em temperatura. Quando penso em flamenco penso em Antonio Gades, em Carlos Saura, Bodas de Sangue. Lembro-me da última apresentação de Gades no Brasil, no Teatro Municipal do Rio. Fantástico.
Já se eu pular para a Suíça, partirei para algo racional - embora muito pessoal. Jung era suíço, e tem sido uma influência há muito tempo em minha vida, desde que li seu livro Memórias, Sonhos e Reflexões. A ideia do mito, do conto de fadas, percebo, vem como um leit motif desde sempre... e agora retomo o fio da meada com discípulos junguianos que estão compondo um patchwork em torno do tema 'transição da meia-idade'. BTW ou à propos.

domingo, 24 de maio de 2009

Continuando a viagem virtual

13- Berlim - Joseph Roth - Companhia das Letras
Cronista atento das primeiras décadas do séc. 20, o jornalista teve seus relatos sobre a capital alemã reunidos nesse livro, onde descreve em minúcias a transformação de uma cidade imperial numa metrópole que logo seria cenário de alguns dos episódios mais marcantes do século.

14- Alfred Döblin fez sua própria versão do Ulisses de James Joyce em Berlim Alexanderplatz (Rocco), romance ambientado no distrito operário da capital alemã. É considerado um dos livros mais importantes do século 20.

* * * * * * * * * * * *

Fico pensando porque nunca planejei uma viagem à Alemanha, terra dos avós de minha mãe. Raízes são importantes, dizem. Temos as raízes culturais, e ficamos escarafunchando as tradições greco-romanas. As religiosas, cada um tem a sua. E as pessoais. Aí é uma verdadeira barafunda. Uns vão à Índia, outros fazem o Caminho de Santiago, outros vão à Irlanda.
Eu teria de escolher entre a Síria e a Alemanha. Não optaria por um país árabe, pois confesso a resistência a circular sozinha em países onde predomina a religião muçulmana. Não acho que seria bem-vinda, e não me sentiria bem. Também prefiro viajar onde a língua me seja familiar. Inglês, de preferência.
Mas se sempre viajei com deslumbramento para os EUA, porque resisti a ir a Londres (finanças à parte)? Para depois ficar de queixo caído (apesar das críticas ao colonialismo...)?
E pq nunca cogitei de conhecer a terra dos meus bisavós, com uma história tão interessante, e tantos marcos históricos e arquitetônicos? Mistério.

sábado, 23 de maio de 2009

De Joseph Campbell

"Este é o princípio do combate de fidalgos: que dois cavaleiros cavalguem um em direção ao outro, cada qual reconhecendo o outro como um nobre cavaleiro. O fanático é aquele que perdeu esse equilíbrio e acha que está certo, C-E-R-T-O. E esse é um tipo de monstro terrível de se enfrentar."

Mito e Transformação, Editora Ágora

Clarice: escrever é o mesmo processo do ato de sonhar: vão-se formando imagens, cores, atos, e sobretudo uma atmosfera de sonho que parece u...