domingo, 24 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Não há tempo, Alice
Onde foi parar o tempo? Envelhecemos, e não há como evitar. Clichê? Sim, sem dúvida. Na maior parte desse tempo, estamos executando tarefas rotineiras e ele se esvai sem que nos demos conta. Triste isso. Talvez seja por essa razão que os budistas insistam que prestemos atenção em cada minuto. Certamente isso faria com que estivéssemos atentos aos chamados 'desperdiçadores de tempo', a tudo aquilo que nos distrai... mas nunca aprendi a fazer isso e, além do mais, sou uma pessoa bem distraída ou, talvez, não consiga me concentrar realmente (a não ser naquilo que seja divertido, porque quando estou lendo um livro interessante ou assistindo a um filme arrebatador eu fico totalmente presa).
O que me deixa triste é a ideia de que não conseguirei dar conta de aprender tudo que poderia, de descobrir tudo que é possível num universo de coisas potencialmente maravilhosas. Inicialmente, achei que tudo estaria nos livros, e por aí comecei, talvez por ser a maneira mais simples ou mais acessível de saciar minha curiosidade. Interessante é que quanto mais portas se abrem, mais se quer abrir. Talvez seja por essa razão que os podres poderes instaurem censuras... Quando me foi possível aprender de forma mais concreta, mais insaciável me tornei, ou, quem sabe, talvez aí tenha me tornado hiperativa. Possivelmente nesse momento, sem sentir, tenha me definido como uma pessoa sempre em movimento, embora pareça dar a impressão de estar parada, por estar sempre com um livro nas mãos. Por enquanto o cérebro continua se movendo, graças a Deus. E é por ele que luto. Antes, para que se desenvolvesse, pelo aprendizado em si. Inteligência era a palavra-chave. Hoje, para que não sucumba ao declínio. Não somente imposto pela idade, mas pela senilidade ou pelos males que vêm se tornando comuns nesta era.
Sim, o tempo é inexorável, e talvez eu o desperdice mais do que muitos. Não sei o que faço ou fiz da vida, se ela vale ou valeu a pena, se talvez grande parte é meio vivida porque interseccionada por seres e mundos virtuais ou ficcionais. Não sei se sequer chegarei a alguma conclusão um dia. Hoje, por exemplo, acordei com vontade de ler alguma coisa relacionada aos símbolos, depois pensei em Alice (nunca li, portanto, preciso corrigir essa falha na minha educação), e estou com Guerra dos Tronos no meio, mais outros tantos livros para ler, e daí resolvi escrever, porque não há tempo para fazer tudo isso e ainda viver. Mas viver, pelo menos para mim, é isso. O que posso dizer? Enquanto vou lendo, vou "fazendo coisas", aquelas que são necessárias para que o corpo também viva e tudo se coordene. O segredo é o equilíbrio. Será que o encontro?
O que me deixa triste é a ideia de que não conseguirei dar conta de aprender tudo que poderia, de descobrir tudo que é possível num universo de coisas potencialmente maravilhosas. Inicialmente, achei que tudo estaria nos livros, e por aí comecei, talvez por ser a maneira mais simples ou mais acessível de saciar minha curiosidade. Interessante é que quanto mais portas se abrem, mais se quer abrir. Talvez seja por essa razão que os podres poderes instaurem censuras... Quando me foi possível aprender de forma mais concreta, mais insaciável me tornei, ou, quem sabe, talvez aí tenha me tornado hiperativa. Possivelmente nesse momento, sem sentir, tenha me definido como uma pessoa sempre em movimento, embora pareça dar a impressão de estar parada, por estar sempre com um livro nas mãos. Por enquanto o cérebro continua se movendo, graças a Deus. E é por ele que luto. Antes, para que se desenvolvesse, pelo aprendizado em si. Inteligência era a palavra-chave. Hoje, para que não sucumba ao declínio. Não somente imposto pela idade, mas pela senilidade ou pelos males que vêm se tornando comuns nesta era.
Sim, o tempo é inexorável, e talvez eu o desperdice mais do que muitos. Não sei o que faço ou fiz da vida, se ela vale ou valeu a pena, se talvez grande parte é meio vivida porque interseccionada por seres e mundos virtuais ou ficcionais. Não sei se sequer chegarei a alguma conclusão um dia. Hoje, por exemplo, acordei com vontade de ler alguma coisa relacionada aos símbolos, depois pensei em Alice (nunca li, portanto, preciso corrigir essa falha na minha educação), e estou com Guerra dos Tronos no meio, mais outros tantos livros para ler, e daí resolvi escrever, porque não há tempo para fazer tudo isso e ainda viver. Mas viver, pelo menos para mim, é isso. O que posso dizer? Enquanto vou lendo, vou "fazendo coisas", aquelas que são necessárias para que o corpo também viva e tudo se coordene. O segredo é o equilíbrio. Será que o encontro?
quinta-feira, 5 de abril de 2012
O difícil caminho da cozinha
Poderia dizer que feijão-com-arroz é fácil, mas estaria mentindo, afinal só sei fazer arroz. Claro que poderia usar o Vapza (http://www.vapza.com.br/), que já está pronto, mas fazer mesmo feijão não sei e nem nunca vou fazer, porque tenho pavor de panela de pressão. Mas o fato é que como não sou mesmo habituê de cozinha, só encaro de quando em vez, e é quase sempre uma "misturinha": torta, bolo. O negócio é conseguir que o resultado final dê certo, que a mistura fique equilibrada. Porque nem sempre eu sigo a receita. Como essa, que começou como torta de brócolis e vegetal para virar torta de palmito e milho. Mas nada é simples. Para fazer essa torta, ou qualquer outra receita que eu decida de uma hora para outra elaborar, sempre preciso despencar para o supermercado. E aí começam os desvios. Claro.
Já que vamos à rua, o que temos a fazer? Passar na farmácia, pegar o relógio que estava no conserto, e, ah, sim, ir ao cinema. L'Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância, o filme da 1 da tarde (parece programa para a Belle de Jour, tão a propósito, aliás) no Cine Jóia, que foi ressuscitado e troca a programação o dia inteiro. Só passa filmes alternativos, aparentemente, o que é bom. Dá um sacode no cérebro ameaçado de extinção. Qual será a razão do título? Não sei francês o suficiente. Ah, tá, musas. Santo Google. Irônico, será? Li uma entrevista de uma das atrizes do filme que o diretor é compositor também. A trama se passa num bordel. As mulheres são mercadorias, por óbvio. "Faire le commerce". "Vamos negociar". Mas não passa de escravidão, pois elas estão sempre em débito. Algumas estão lá há mais de dez anos, têm de pagar pelas roupas, sabonete, perfume... E não tem fim o débito. Não podem escolher, não podem sair, podem engravidar, contrair doenças, são humilhadas, e ainda deparam com pervertidos sádicos. Repetindo o mais importante: não podiam escolher. Isso é fundamental.
Continuando. Depois de acordar o cérebro e cumpridas as tarefas secundárias, ao supermercado. Barraco na porta do Mundial. Fiquei na dúvida se a moça ia dar um tabefe no rapaz ou vice-versa. Entrar, impossível. Melhor deixar a economia e o barraco pra trás. Já fui furtada nesse supermercado sem-vergonha. Não tem economia que compense o prejuízo que eu tive, nem o aborrecimento.
Cheguei em casa, faxina em curso, quase abandonei a intenção da torta. Mas, como sempre, decido fazer as coisas na undécima hora. E fiz. Nada mal. Não vou ganhar nenhum prêmio de culinária, mas não vou morrer de fome. Só não lavei a louça. E ainda abri sozinha uma garrafa de vinho. Bem verdade que não consegui tirar a rolha do sacarrolha... =D
quinta-feira, 8 de março de 2012
Em busca de um picolé
PS: E pensar que sorvete já foi um prêmio quando eu era criança. O que mudou?
segunda-feira, 5 de março de 2012
Instante
Por um instante, let me be. O que eu quiser ser ou sonhar. Desenrolar uma ponta de mágoa até ver no que dá, se num emaranhado tão grande que me aprisione pra sempre ou na saída do labirinto. Confrontar a dor é preciso.
sexta-feira, 2 de março de 2012
A morte
Preciso me reconciliar com minha morte. Tenho medo da morte, mas preciso morrer. Se não o fizer, serei sempre o mesmo eu, esse ser desamparado, magoado, soterrado de lembranças que ameaçam me sufocar, me paralisar. O envelhecimento conduz à morte, mas pior do que a morte do corpo é essa morte mental. Não é depressão, não é tristeza, não é vazio, é um caos primordial que contém tudo e a lugar nenhum leva.
Assinar:
Postagens (Atom)
Clarice: escrever é o mesmo processo do ato de sonhar: vão-se formando imagens, cores, atos, e sobretudo uma atmosfera de sonho que parece u...
-
Clarice: escrever é o mesmo processo do ato de sonhar: vão-se formando imagens, cores, atos, e sobretudo uma atmosfera de sonho que parece u...
-
Gavião-de-telha descansando na National Gallery, Londres - acervo Estava eu tentando elaborar um roteiro de lugares interessantes para ...
-
Tem gente que tem raízes. Tem gente que tem asas. De uma ponta a outra vale tudo. Quer dizer, a pessoa que por uma razão ou outra se divide ...
.jpg)
.jpg)
