"Estou sentada em uma salinha de projeção esperando um filme começar. A sala se enche. Não há poltronas suficientes. As pessoas estão se aglomerando nas laterais e procurando um lugar em vão. Do lado do meu amigo Bob Gotlieb, estou observando tudo. O diretor do filme tenta resolver o problema pedindo às crianças na sala para dividirem sua poltrona com outra criança. Continuo a observar com crescente frustração. Por fim digo a Bob:
- É muito simples. Alguém deveria apanhar algumas cadeiras dobráveis e armá-las nas laterais.
Bob olha para mim e responde:
- Nora, não podemos fazer tudo.
Meu cérebro se ilumina de modo surpreendente.
Nora. Não podemos fazer tudo. Recebi o segredo da vida.
Provavalmente, porém, tarde demais."
Nora Ephron, 'Meu pescoço é um horror', Ed. Rocco
Eu não posso fazer tudo. Não. Posso. Fazer. Tudo. Será que eu vou lembrar dessa lição transcendental?
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Clarice: escrever é o mesmo processo do ato de sonhar: vão-se formando imagens, cores, atos, e sobretudo uma atmosfera de sonho que parece u...
-
Nao, nao sao os ingleses. Somos nos, os turistas. Trabalhamos uma vida inteira para entrar num aviao e visitar o "estrangeiro". Cl...
-
5:30 da tarde, Av. Atlântica, em frente ao Copacabana Palace. Achei que haveria uma pequena multidão - a "convocação" do Greenpeac...
-
Esta eh para o Fabio: assisti ontem a um filme, acabei de esquecer o nome. Duas pessoas em Paris, something like that. Eh um casal que vive ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário