Eis que se entra num local divulgado como "centro de arte digital" para se vivenciar uma experiência de imersão em obras de arte, dentre as quais as de Klimt.
Pausa para a informação enciclopédica. Gustav Klimt, nascido em 14/7/1862 e morto em 6/2/1918, foi um pintor simbolista austríaco, e membro proeminente do chamado movimento artístico Secessão de Viena. As obras de Klimt incluem pinturas, murais, desenhos e outros objetos de arte, e seu principal objeto era o corpo feminino, ainda que pintasse também paisagens. Uma de suas grandes influências foi a arte japonesa. Ficou famosa sua fase dourada. Diz-se que viagens a Ravenna e Veneza, conhecidas por seus belos mosaicos, inspiraram sua técnica e suas imagens bizantinas.
Não sei a razão que me levou a gostar desses artistas. Não sei quando eles ganharam esse status de favoritos no meu gosto. Não sei usar linguagem erudita ou técnica para descrever qualquer de suas obras. Mas sei que eles vieram e ficaram.
E por isso, mergulhar na obra de Klimt, ser rodeada por ela, não em pequenas telas estáticas pregadas na parede (embora estas possam ser intensas, como dirá quem se aventure a contemplar 'O beijo', no Belvedere, em Viena, ou o retrato de Adele Bauer, na Neue Gallery, em Nova York), mas ocupando todo o espaço disponível, paredes, tetos, chão, em constante movimento, surgindo e se dissolvendo ao som da música de Beethoven, é uma experiência poderosa. Emocionante. De deixar qualquer um boquiaberto.
Se pudesse, iria lá não uma, mas dez vezes. Ou mais. Seria ótimo se tivesse o lugar só para mim, mas não havendo o que fazer a esse respeito, vivamos a imersão plena.
Adele Bloch-Bauer II (foto acervo)
Tree of Life (acervo)
Atelier des Lumières 2018 (acervo)
O movimento (acervo)
Atelier des Lumières 2018 (acervo)
O Beijo (acervo)
Atelier des Lumières 2018 (acervo)
Atelier des Lumières 2018 (acervo)
Atelier des Lumières 2018 (acervo)
Adele Bloch-Bauer, the Woman in Gold (acervo)
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