Fonte: http://i538.photobucket.com/albums/ff347/neris_k/LUmapcopy.jpg
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Word of the day
Word of the Day
Wednesday, September 16, 2009logorrhea
1. Pathologically incoherent, repetitious speech.logorréia
1873 cf. DV
Acepções
■ substantivo feminino
1 Uso: pejorativo.
profusão de frases sem sentido e/ou inúteis
2 Rubrica: psicopatologia.
compulsão para falar, loquacidade exagerada que se nota em determinados casos de neurose e psicose, como se o paciente, assim, quisesse dar vazão ao grande número de idéias que passam por sua cabeça; logomania, verborragia
Etimologia
log(o)- + -réia; f.hist. 1873 logorrhea
Sinônimos
ver sinonímia de loquacidade
domingo, 20 de setembro de 2009
O reverso do amor, por Ivan Martins
Educado em francês e alemão, apaixonado pelas palavras, Semprún é fascinado pelo que essa expressão descreve com exatidão: o momento aterrador em que nosso mundo vem abaixo, o instante em que nos vemos nus diante da realidade acachapante.
Lembro que a alma me caiu aos pés numa noite chuvosa de terça-feira, em São Paulo.
Eu havia saído com a namorada e tivemos um desentendimento repentino, explosivo, desses que termina em gritos e lágrimas sem que qualquer um dos dois tenha (ao menos conscientemente) intenção de romper e causar dano.
Discutimos no carro, a caminho de um restaurante, e retornamos à casa dela sem nos olhar. Eu a deixei sob a luz amarelada do prédio. Tão logo acelerei o carro, furioso, aconteceu: a alma me caiu aos pés.
De um só golpe me veio, inteira, a importância daquela mulher na minha vida. O mundo sem ela ficou instantaneamente vazio de sentido. A amargura subiu pela garganta e me dominou a ponto de quase impedir o ato de guiar.
Sei que cheguei em casa e me larguei na poltrona, sentindo as coisas ruírem à minha volta. Eu me sentia inteiramente só. E apavorado. Pensei: como se vive com esse sentimento?
Antes que eu tivesse chance de descobrir, ela telefonou.
Conversamos cautelosamente, como dois bichos feridos: um percebendo no outro, pela primeira vez, o potencial de causar dor. Como não havia nada realmente errado, as coisas se resolveram e a ordem do universo foi restaurada. A vida voltou ao seu lugar.
Desde então, porém, a pergunta me persegue: como se vive com tamanha dor? Como se lida com o reverso do amor?
Tenho uma amiga que terminou outro dia um namoro bonito, com um sujeito devotado, e se encontra inteiramente tranquila. Na verdade, está feliz por ter mais tempo para si mesma.
Tenho outra amiga que é inteiramente diferente. Ela terminou um namoro ruim e está em farrapos: não consegue estar só e sentir-se bem.
A maioria dos homens que eu conheço pertence ao segundo grupo.
Diante de um rompimento indesejado, eles desabam. Correm para o bar, enchem a cara, ligam para todas as mulheres da cidade, fazem o maior barulho possível. Se apavoram.
Sempre tive a impressão de que pertencer a esse grupo era a única maneira de existir. Do lado dos sóbrios e tranquilos, eu pensava, só há gente fria. Gente que eu não queria ser.
Hoje penso ligeiramente diferente. Tendo sentido a alma nos pés mais de uma vez, me parece invejável a capacidade de algumas pessoas de estar no centro da própria vida permanentemente – em vez de deixar que outro ser humano ocupe esse lugar essencial.
Quando as relações terminam, essas pessoas saem quase intactas. Vão recuperar sozinhas a própria integridade. Sem pânico. Sem drama. Isso significa que se divertiram menos no caminho? Significa que gostaram menos? Talvez. Ou talvez signifique, apenas, que são mais equilibradas.
Assim como a sombra, talvez a alma devesse estar colada ao corpo permanentemente. Deve haver algo de errado com uma alma que vive caindo nos pés."
Publicado na revista Época
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI88758-15230,00-O%20REVERSO%20DO%20AMOR.html
Nem sei se é a alma ou o coração... é o que faz o coração da gente disparar... no fundo é o cérebro mesmo, ele é que é o gatilho de tudo, de todos os sintomas que nos acometem e todas as vergonhas, pânicos, pavores, vontade de nos trancarmos dentro de casa e nunca mais sairmos, ou, talvez, ao contrário, sair e sacudir alguém, quiçá apagar tudo, fazer voltar o tempo, às vezes até ao momento em que sequer existíamos...
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Filosofia
Estou curiosa. Bom, nunca estudei filosofia, que para mim está no nível de O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, que é (era?) um professor de filosofia do secundário, e de alguns artigos de revistas voltadas para o tema. Às vezes eu fico meio confusa com abstrações filosóficas. Mas estou descobrindo a necessidade de me aprofundar um pouco mais ao ler sem fraude nem favor - estudos sobre o amor romântico, de Jurandir Freire Costa, ed. Rocco, quando ele começa a desenrolar os conceitos ao longo do tempo acerca do que se convencionou chamar de amor. O assunto me interessa tanto pelo lado humano como pelo ângulo literário: como se constroem (nova ortografia: com ou sem acento agudo?) as tramas amorosas na chick-lit? O que existe ali que prende a atenção? É só observar a lista de best-sellers do NYT, e se verá que há serial writers - leia um, e compare os livros seguintes, e só mudarão os nomes e as locações. Às vezes nem isso. Mesmo assim, nós, as fãs, continuamos comprando os livros (ou eles ñ seriam best-sellers). Porque? Só pode ser vício. Ou porque os livros contêm algo que falta em nossas vidas. Preciso estudar o assunto. Mas esse psicanalista vai e saca Santo Agostinho, e outros, e dá um nó na cabeça da gente. Espero terminar o livro em estado de alguma sanidade.
Depois eu compro o livro sobre a filosofia do House, que é absolutamente fascinante, mas, para mim, a pessoa mais cínica e antiética da face da terra. Bem... comparado com os políticos brasileiros, tenho de rever meus conceitos. Deve ser no mínimo interessante. Tenho de passar numa livraria para folhear e conferir. Não dá para confiar só em release.
Finalizo com um comentário pescado num site sobre O Mundo de Sofia, este sim, um livro encantador, com certeza:
O objectivo principal deste livro não é, segundo o nosso ponto de vista, relatar ao leitor a evolução da filosofia ao longo do tempo, mas sim fazer com que este não seja tão indiferente àquilo que o rodeia. Isto é conseguido através das respostas dos grandes filósofos às questões que sempre afligiram o mundo.
"A capacidade de nos surpreendermos é a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos (...) E agora tens que te decidir, Sofia: és uma criança que ainda não se habituou ao mundo? Ou és uma filósofa que pode jurar que isso nunca lhe acontecerá?... Não quero que tu pertenças à categoria dos apáticos e dos indiferentes. Quero que vivas a tua vida de forma consciente."
http://www.ime.usp.br/~cesar/projects/lowtech/mundodesofia/
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